Parte 2  >>  Aspectos gerais do jornalismo on-line

A internet é uma mídia interativa, e como tal, permite ao usuário traçar seu próprio caminho pela rede de informações, ao contrário dos meios tradicionais que dispõem de poucas possibilidades de acesso e deixam o receptor praticamente passivo. Embora o telespectador possa escolher o canal que irá assistir e o leitor folhear o jornal em busca das notícias de seu interesse, estes dependem do meio para obterem informações.

Na internet, o meio é que depende do receptor, pois as informações são apenas disponibilizadas, aguardando que o usuário as acesse num movimento ativo. Portanto, não se trata de escolher entre programações pré-estabelecidas ou páginas com roteiros pré-determinados, mas sim procurar e acessar qualquer informação ou serviço, na ordem e no momento desejado.

Devido a esta estrutura não-linear, a internet é considerada uma mídia pull - que deve “puxar” o interesse e a atenção do usuário, enquanto a TV e o rádio são mídias push, nas quais a mensagem é “empurrada” diretamente ao receptor, mesmo sem solicitação.

Para lidar com esta liberdade de navegação dos usuários, o jornalismo on-line acaba assimilando profundamente alguns princípios de marketing e publicidade, utilizando estratégias persuasivas na estrutura dos websites e nas chamadas das notícias, planejando apelos visuais que exploram a impulsividade dos leitores e tentam conquistar suas atenções, tudo para fazê-los visitarem a vasta rede de páginas através dos hiperlinks[1].

A interatividade deve ser amplamente explorada na web, através de e-mails, fóruns, chats e newsletters, para que o usuário faça parte do processo jornalístico, afinal, é a ele que se destina o conteúdo editorial. Para o marketing, não há nada melhor do que conhecer o consumidor e seus desejos, e neste aspecto a internet possibilita a interação do meio com o receptor como nenhuma outra mídia é capaz de fazer.

A facilidade de utilização do e-mail e a velocidade de transferência das mensagens fazem do correio eletrônico um meio muito mais eficaz de feedback do que as antigas cartas à redação. Isto significa que os jornalistas podem conhecer melhor o seu público, a partir de uma interação muito mais próxima e imediata, e as matérias e reportagens podem vir a refletir mais de perto os interesses e valores dos leitores.

Recentemente, está se popularizando a utilização do newsletter, um sistema de mala-direta onde as notícias são enviadas aos leitores, em lugar de esperar que eles às procurem. Para receber o newsletter, o usuário só precisa cadastrar seu e-mail no site de notícias, especificando quais assuntos são de seu interesse. Desta forma, o webjornal enviará por e-mail um pacote de notícias selecionadas, inserindo inclusive, publicidades adequadas ao perfil das notícias.

Notas:

[1] Vínculos que encadeiam as páginas de um site. Quando executado (clicado), o hiperlink transfere o usuário de uma página a outra.

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