Conclusão

As novas tecnologias obrigaram as pessoas à um esforço contínuo para adquiri-las, abdicando muitas vezes da compra de produções intelectuais para não se defasarem tecnologicamente. O abstrato e artístico foi aos poucos substituído pelo concreto e descartável: livros são xerocados sem grandes preocupações, músicas e softwares são distribuídos ilegalmente pela internet e as notícias são fornecidas gratuitamente pelo rádio, tv e websites. A propriedade intelectual, de certa forma, está perdendo valor monetário e individual, devendo adaptar-se ao modelo capitalista de distribuição de massa.

Neste contexto, os jornais impressos vêm perdendo leitores e anunciantes que, a cada dia, estão adotando a internet como principal meio de comunicação. Os leitores apreciam a gratuidade e agilidade dos sites noticiosos, que permanecem acessíveis a todo o momento e sempre atualizados.

Aproveitando o aumento dos consumidores on-line, os anunciantes estão transferindo parte de suas verbas publicitárias para a internet, apostando na infinidade de recursos como focalização, mensuração, distribuição e, principalmente, interatividade. Com isso, o jornalismo on-line tornou-se uma área promissora que está exigindo dos jornalistas - além do óbvio conhecimento em informática - características empreendedoras que permitam ao profissional mesclar jornalismo e publicidade.

O mercado editorial passou a se preocupar mais seriamente com a integração entre conteúdo de qualidade, design acessível e viabilidade financeira, que é obtida não mais com assinaturas ou vendas individuais, mas com a obtenção de receitas através da publicidade, um caminho bem mais difícil, uma vez que exige a massificação da informação para que seja possível atingir altos índices de audiência e exibir os anúncios para um público maior.

Por fim, foi constado que a tecnologia e as mídias eletrônicas foram as principais responsáveis pela redução tanto de leitores quanto de anunciantes dos jornais impressos até o final do século XX. Com a chegada da internet (mídia digital), a crise agravou-se ainda mais, já que os leitores podem acessar as informações gratuitamente e a qualquer momento, e ainda consultar bancos de dados com notícias anteriores que os ajudem a contextualizar os novos acontecimentos.

Portanto, o mercado de trabalho para o jornalista on-line é promissor e exige profissionais preparados, que escrevam bem, conheçam webdesign, saibam lidar com a publicidade e dominem a mídia em questão.

  


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