Parte 1  >>  Desenvolvimento histórico dos jornais impressos

Os primeiros indícios de impressão surgiram na China do século VIII, civilização que já dominava a produção de papéis, tintas e prensas de mármore ou madeira, em que as páginas eram cuidadosamente esculpidas. De todo este processo, o resto do mundo só conhecia o papel, cuja produção foi futuramente revelada aos árabes e em seguida aos europeus.

Na Europa medieval, os livros constituíam obras primas de artesanato, frutos da dedicação religiosa dos monges copistas, produzidos manualmente sobre papéis preciosos, com vinhetas, cabeçalhos e margens ricamente ilustradas. A gradual ascensão comercial e conseqüente corrosão do sistema feudal expandiram o número de letrados consideravelmente, sendo necessário desenvolver métodos mais eficazes para reproduzir as obras até então religiosas.

A cópia manual foi aos poucos substituída pela xilografia e metalografia, sistemas de impressão em que as páginas eram entalhadas em madeira e metal respectivamente. Estes procedimentos ainda não ofereciam a praticidade adequada para impressões em grande escala, sendo que, em meados do século XV, Johannes Gutenberg desenvolveu os tipos móveis, permitindo que os livros fossem impressos letra por letra de forma eficiente.

Apesar do grande progresso iniciado pela tipografia, foi somente no século XIX que Friedrich König desenvolveu a impressora a vapor (capaz de imprimir cerca de mil exemplares por hora) e Ottmar Mergenthaler inventou a máquina linotipo (que podia imprimir linhas completas e não somente tipos individuais).

Em meados do século XX, o sistema de fotocomposição criado por René Higonnet deu origem aos modernos métodos de impressão “a frio”, caracterizados pela praticidade e economia, dispondo de ampla variedade de tintas e papéis. Desta forma, as editorias passaram a oferecer seus produtos por custos menores, utilizando as artes gráficas para criar suas identidades visuais e impulsionar suas vendas.

  


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