Parte 2  >>  Problemática do lucro

No início, quando o jornalismo on-line ainda estava se desenvolvendo e não haviam procedimentos precisos para a geração de receitas na rede, muitos webjornais não resistiram aos prejuízos e fecharam suas portas. As grandes empresas jornalísticas foram as que sobreviveram, pois utilizaram a rede para fortalecerem suas marcas tradicionais, com estratégias de marketing e planejamento operacional visando lucro a longo prazo.

Hoje, o jornalismo on-line se tornou uma atividade lucrativa, acompanhando a ascensão da internet como meio de comunicação. A obtenção de receita através dos anúncios publicitários se desenvolveu e a publicidade na web movimenta bilhões em todo o mundo, sendo que, entre os maiores publishers[1], estão os jornais on-line.

Já foram criadas diversas empresas especializadas na área, como as agências de rotação de anúncios, que administram a inserção de publicidade em diversos sites clientes - assimilando uma porcentagem da verba dos anunciantes, e empresas de pesquisas, que monitoram os sites clientes e produzem relatórios exatos das áreas mais visitadas, tráfego de usuários, publicidades mais acessadas e outras informações necessárias para otimizar os espaços publicitários on-line.

Portanto, o modelo de receita que melhor se adaptou ao mercado jornalístico on-line foi a venda de espaços publicitários. Os banners[2], por exemplo, representam a maior parte das publicidades veiculadas em publicações na internet e por conseqüência a maior parte da receita dos sites.

O conteúdo pago também pode ser utilizado como fonte de receita complementar, mas há um consenso na internet de que os usuários não estão dispostos a pagar para acessar informações sem necessitá-las. Porém, aceitam a cobrança em conteúdos segmentados e que sejam de seu extremo interesse. Uma maneira interessante de cobrar pelo conteúdo é utilizada pelo Portal UOL, que adiciona um valor extra às mensalidades de conexão para permitir o acesso livre ao conteúdo exclusivo do assinante.

Entretanto, apesar de existirem opções alternativas para geração de receitas, a publicidade constitui a principal a fonte de renda dos jornais on-line. A publicidade na internet se dá geralmente através de banners e outras peças gráficas, cuja inserção em uma página pode ser cobrada por exibição, por clique ou até mesmo por aquisição de produtos anunciados, o que exige, no mínimo, que as páginas que as contenham sejam visitadas, enquanto no jornal impresso a cobrança se dá pela simples inserção, sem a mínima garantia de que irá ser vista.

Portanto, a internet oferece ao anunciante a segurança e eficácia que não seriam possíveis em outras mídias, permitindo a estes direcionar seus anúncios considerando não só o conteúdo das páginas, mas também as ações individuais de cada usuário (devidamente registradas pela programação dos sites) - direcionamento este que só um meio interativo poderia oferecer.

Notas:

[1] Sites que exibem publicidade paga - seja através de contratos diretos com os anunciantes ou através de empresas terceirizadas.

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[2] Peças gráficas em formato retangular, veiculadas pela internet para fins comerciais e institucionais.

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