Parte 2  >>  Potencial comunicativo

O conteúdo jornalístico é um grande atrativo na internet. Os sites brasileiros mais visitados oferecem notícias e outras informações em suas páginas, recurso empregado com sucesso para atrair e manter seus visitantes.

“Os recursos mais usados da internet são os serviços de informações e notícias e o e-mail. As salas de bate-papo também são populares. Pesquisas indicam que, em 1999, os assinantes da AOL gastaram 45 milhões de horas batendo papo eletronicamente. O significado desses números para as organizações de mídias clássicas é que eles representam o tempo que não foi gasto com a TV, jornais impressos ou cinema” (DIZARD JR, 2000, p. 43).

O fato é que, quanto maior for o número de usuários on-line e quanto mais tempo eles gastarem na internet, menos tempo dedicarão em outras atividades, incluindo ler jornais e revistas, assistir TV e escutar rádio.

Isto têm provocado a transferência de verbas publicitárias dos meios tradicionais para a internet, especialmente dos jornais impressos, que comparados ao rádio e a TV, oferecem poucas vantagens competitivas contra a internet, além, é claro, de serem pagos, enquanto os outros meios são gratuitos (com exceção da TV por assinatura).

“O advento da web reduziu a utilização dos meios de comunicação tradicionais entre os seus usuários. Segundo estudo do Qualibest realizado com internautas no período de 22 de agosto a 8 de setembro de 2002, a diminuição do uso dos jornais impressos foi de 33%; das revistas e da TV aberta, de 17% cada, e do rádio, de 13%. A TV paga é a que menos concorre com a internet, pois apenas 3% dos internautas disseram que vêem menos TV por assinatura. Dos entrevistados, apenas 17% disseram não terem reduzido as atividades realizadas antes” (BOTTONI Apud PINHO, p. 116).

"(...) pesquisa da European internet Advertising Association indica que, em média, os consumidores ficam online 11 horas por semana, enquanto dedicam 5 horas por semana para a leitura de jornais. O tempo online representa 20% do total do consumo de mídia, enquanto as horas reservadas para o jornal [impresso] correspondem a 11% - queda em relação aos 13% apurados em 2003" (BLUE BUSa, 2004).

“(...) em uma pesquisa realizada nos EUA pela InsightExpress (...) a web (...) é vista como a mais informativa das mídias (37%) e aquela que dá ao usuário maior controle (49%). A TV, por outro lado, é a mídia que os consumidores procuram em 1º lugar (40%) e aquela que é considerada 'mais fácil de usar' (42%). Nos dois casos, a internet aparece em 2º lugar, apontada por 34% e 24% dos consumidores, respectivamente” (BLUE BUSb, 2004).

De acordo com uma pesquisa realizada em janeiro de 2004 pela Network Wizards (NETWORK WIZARDS, 10/07/04), o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking mundial de servidores web, possuindo 3.163.349 sites cuja extensão é ".br". Considerando que muitos sites brasileiros também são hospedados em servidores estrangeiros ou possuem apenas a extensão ".com", como é o caso do portal Globo.com, o Brasil é uma das maiores potências mundiais em internet.

Outra pesquisa realizada pelo Ibope eRatings revelou que, em junho de 2002, a audiência total dos jornais on-line no Brasil cresceu cerca de 130% em relação a 2001, superando o crescimento total da audiência da internet, que corresponde a apenas 23,2%. O público total dos jornais on-line, estimado em 1,226 milhão em 2001, passou a 2,854 milhões em 2002.

Este considerável aumento de usuários on-line está contribuindo para a expansão do comércio eletrônico, e neste aspecto, as mulheres são um segmento muito importante. Acredita-se que, pelo fato das mulheres tomarem as principais decisões de compras para o lar, o aumento de sua presença na internet está resultando em grandes avanços sobre as vendas on-line.

Pesquisas recentes indicam que o usuário brasileiro médio da internet ainda pertence à classe A e B, mas lentamente vem crescendo a participação de integrantes da classe C e D, principalmente devido ao acesso gratuito oferecido por alguns portais. Outro fator que deve ser considerado é o percentual de leitura dos jornais on-line, que é superior ao do impresso:

“Um estudo do instituto norte-americano Poynter mostrou que 75% dos artigos on-line são lidos na íntegra, percentual muito superior ao dos veículos impressos, em que não mais que 25% dos textos são lidos inteiros. Isso ocorre porque o leitor impresso não realiza nenhuma tarefa para chegar até o final da reportagem, enquanto o leitor on-line precisa clicar e escolher o que quer ler” (FERRARI, 2003, p. 51).

Enquanto o percentual de leitura do jornal impresso vêm caindo, devido a diversos fatores como: falta de conteúdos destinados aos jovens, ausência de temas cotidianos, utilização de grandes agências de notícias fazendo com que se tornem cada vez mais parecidos, entre outros fatores, os jornais on-line têm conquistado cada vez mais o respeito e atenção dos leitores. Rapidamente e sem pagar nada, o usuário pode verificar informações em veículos concorrentes ou simplesmente procurar por outras informações.

Isto faz com que um usuário gere audiência em diversos sites noticiosos, tornando os investimentos publicitários ainda mais compensadores, pois um site não possui um público restrito de assinantes como o jornal impresso. Por exemplo, qualquer usuário pode ver diferentes fotos de um evento em diferentes sites, enquanto poucas pessoas podem pagar pela assinatura de vários jornais para conferir as diferentes versões de uma mesma informação.

  


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