Parte 2  >>  Processo geral de webdesign

Para que um site seja eficiente é preciso simplicidade. O design deve ser simples, com uma arquitetura da informação clara e ferramentas de navegação óbvias e acessíveis. Quem visita um site pela primeira vez deve ser capaz de identificar através da barra de navegação (menu) que parte do site contém a informação que lhe interessa.

A barra de navegação é apenas um meio para chegar a determinado conteúdo e não um fim em si mesma. Por isso, deve ser simples e ocupar pouco espaço. A navegação deve ser clara, simples e óbvia. Se houver necessidade de explicar o sistema de navegação, o site deve ser refeito.

O conteúdo merece lugar de destaque, a preocupação está tanto na funcionalidade quanto na beleza estética do site, evidenciada no layout preciso, na harmonia entre as cores, na escolha do tipo de letra adequado, no uso correto dos gráficos e, naturalmente, no cuidado com o tempo que será necessário para carregar cada página.

Ao produzir um site, é preciso focar um objetivo e construí-lo de forma que o alcance. No caso de um webjornal, o principal elemento é o texto, e por isso, qualquer distração que desvie a atenção do usuário para leitura deve ser eliminada.

Fazer um esboço do site serve a diversos propósitos. Dá uma rápida referência visual do projeto, sem fazer qualquer montagem verdadeira de páginas, permitindo organizar rápida e facilmente a estrutura do site.

Quanto mais os objetivos são focalizados, quanto mais precisamente a audiência alvo é definida, mais eficiente e eficaz será a apresentação das informações. Sem um foco em design e conteúdo, alguns recursos que seriam valiosos podem acabar sendo deixados de lado, ou até mesmo, recursos que carregam a página podem ser utilizados sem necessidade..

Para dar início ao planejamento do site, é recomendado fazer uma lista das informações que serão incluídas - o conteúdo, e através de um esboço simples, organizar essas informações como se fosse uma árvore genealógica.

Há ocasiões em que o software simplesmente não faz exatamente o que você quer que ele faça. Porém, todos os softwares permitem que você altere ou adicione os códigos por conta própria.

A única maneira 100% segura de se fazer um site acessível a todos é produzindo-o em HTML. Isto deve ser considerado ao produzir um site para um grande público. As tecnologias avançadas devem ser estudadas e aplicadas para públicos específicos, em especial os entusiastas da tecnologia. Por exemplo, o Flash é ótimo para o público jovem, que tem facilidade em informática e sabe instalá-lo caso não o possua. Já os mais velhos costumam abandonar um site se tiverem que instalar um plug-in[1].

Muitos dos princípios que os designers usam nos meios tradicionais, sejam impressos ou eletrônicos, continuam sendo válidos na web. Para ter sucesso no desenvolvimento visual de um site, cada um desses elementos deve ser considerado: espaço em branco, combinação de cores, texturas, seqüência, proximidade e alinhamento, balanço, contraste entre os elementos e unidades da página.

Layout é a idéia, a forma, o arranjo ou composição de uma página impressa. O equilíbrio é o elemento-chave do sucesso de um design, tanto simétrico quanto assimétrico. No estilo simétrico, é fácil entender o equilíbrio formal de um layout – com o centro da página servindo de divisão vertical e a área dividida uniformemente dos dois lados, é relativamente simples de criar. Já no design assimétrico, as múltiplas opções e tensões provocadas pela inexistência de um centro definido requerem considerável habilidade (HURLBURT, 2002).

Os espaços em branco em um layout não são áreas perdidas ou desperdiçadas, pois funcionam para equilibrar espaços, reforçar a unidade de grupos e aumentar o contraste. Sem um bom balanço, os olhos ficam confusos, não há uma progressão visual para seguir e o leitor perde o interesse.

Os anúncios de mídia impressa dedicam um cuidado especial com a disposição do texto e das imagens, arranjando-os de maneira que leve os olhos a percorrer um caminho determinado e desejado pelo designer.

A seqüência diz respeito à condução do leitor pelos elementos da página. Como os olhos movimentam-se habitualmente da esquerda para a direita e de cima para baixo, o designer pode dispor os elementos para que eles comecem se fixando no ângulo superior esquerdo e desçam progressivamente em diagonal da esquerda para a direita e de cima para baixo.

Mas os olhos também se movem naturalmente no sentido dos elementos maiores para os menores, dos elementos escuros para os mais claros e luminosos, da cor para a ausência de cor, das formas usuais para as não usuais e estes fatores devem ser considerados.

Segundo WILLIANS & ARONSON (2001), a falta de alinhamento é o problema predominante nas páginas da web. Procure utilizar um único alinhamento em toda a página. O alinhamento horizontal é tão importante quanto o vertical. Com o simples ato de alinhar todos os elementos da página ao longo de uma margem, obtêm-se como resultado clareza e organização.

Um título de página (localizado no topo do navegador) deve ter no máximo 60 palavras apresentando o site ou a página. Cada página deve ter um título diferente para se diferenciar no histórico e facilitar a navegação do usuário, ou, somente em casos específicos, utilizar um título único para todo o site, elaborando um sistema de navegação bem planejado que elimine a necessidade do botão de retorno ("voltar").

O design do site deve ser visualmente interessante, porém, sua meta principal é a eficiência de navegação. Existe uma grande diferença entre design do site e design da página:

"O design da página, às vezes, chama mais atenção. Afinal de contas, com os atuais browsers, vê-se apenas uma página de cada vez. O site em si nunca é explicitamente representado na tela. Mas, do ponto de vista da usabilidade, o design do site oferece mais desafios e geralmente também é mais importante do que o design da página" (NIELSEN, 2000, p. 163).

Fazer a navegação fácil e intuitiva de um website é uma das tarefas mais importantes do webdesigner, pois se o sistema de navegação não for preciso e conciso, vai falhar em atingir o objetivo do site: transmitir informações. A barra de navegação orienta e localiza o usuário dentro do site. Mesmo um site com excelente aspecto visual, não será levado a sério caso o visitante não consiga navegar com sucesso e sinta-se confuso e perdido, não compreendendo a interface.

A interface refere-se a como os sites se apresentam visualmente, e também, como funcionam e interagem com os visitantes. Seu aspecto mais importante é o design de navegação, ou seja, como as pessoas irão percorrer e entender seu site. Por isso, a interface e a navegação são elementos inseparáveis.

Desde o ínicio do desenvolvimento de um website é preciso traçar a estrutura física dos arquivos dentro do servidor, fazendo um planejamento das pastas e subpastas.

Nomear corretamente os arquivos é importante:

  • Use todas as letras minúsculas.

  • Use somente caracteres tradicionais (letras/números).

  • Evite usar espaços.

  • Procure utilizar nomes curtos.

  • Tente associar o nome da página à seus arquivos internos, ex: se a página é nomeada de jornalismo.html, procure nomear as imagens como “jornalismo1.jpg”, “jornalismo2.gif”.

O nome do site deve estar na extremidade esquerdo superior da tela ou em algum outro ponto em que seja facilmente visto. Além disso, o nome do site deve ser repetido em todas as páginas interiores, pois os usuários podem entrar no site em qualquer página e não somente pela inicial.

A estrutura dos links deve ser muito bem planejada, respeitando a “retórica de partida” - explicar o que será encontrado na página a ser acessada - e a “retórica de chegada” - contextualizar os usuários na nova página oferecendo também um caminho de volta, conforme NIELSEN (2000).

É preciso evitar o uso de "clique aqui" como texto âncora para um link de hipertexto. Essa regra tem duas justificativas. Primeiro, porque apenas os visitantes que usam o mouse clicam. E também, porque o link deve ser uma palavra-chave de poucas palavras que descreva o conteúdo da próxima página, e se possível, acompanhado de uma explicação.

Para informações complementares, é possível utilizar o “título de link”, um recurso em que uma caixa de texto parece ao lado do ponteiro do mouse quando este se posiciona em cima de um link. Nesta caixa de texto podem ser inseridas informações como: descrição ou assunto do conteúdo, nome da página ou nome do site em caso de link externo. Porém, o “título de link” deve ser descartado quando a informação complementar parecer redundante diante do texto do link, que em muitos casos já oferece todas as informações necessárias.

Utilizar cores diferentes para as diversas situações do link, isto facilita a distinção do usuário sobre aquilo que já foi acessado e o que ainda não foi. É permitido usar várias tonalidades, mas procure manter o padrão de coloração de links dos browsers. Utilizar cores diferentes ou uma cor única confundirá o usuário, fazendo-os perder tempo visitando uma página várias vezes ou ficarem frustrados ao não serem capazes de retornarem para a sessão que leram e consideraram útil.

Use sempre um mesmo texto para “linkar” determinada url, pois agiliza o acesso e evita repetições de visitas desnecessárias. Links para endereços de e-mail - cujo prefixo no html é “mailto:” - devem ser devidamente identificáveis, pois obrigam o navegador a abrir um programa de e-mail e isto pode incomodar os usuários, principalmente pelo fato de que a maioria utiliza webmails - serviços de e-mail acessados por sites.

O ideal é que o texto destes links seja o próprio e-mail, que poderá ser anotado de imediato para utilização em webmails. No caso dos downloads, é preciso fornecer todas as informações relativas ao arquivo, como tamanho, tipo de mídia, tempo de transferência e requisitos de sistema.

Os melhores sites são rápidos. Quando um site é lento, os usuários não se importarão em saber o motivo de tal lentidão, apenas irão concluir que o site não oferece um bom serviço. Por isso, as páginas da web devem ser criadas em função da velocidade.

Procure remover os elementos gráficos desnecessários. É possível repeti-los em várias páginas, como botões, setas e ícones, pois assim as primeiras imagens acessadas ficarão armazenadas na memória local do usuário, e quando ocorrer a repetição, não precisarão ser “baixadas” de novo.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a dinamicidade de apresentação de um website. Como não é possível saber a resolução (o tamanho) da tela dos usuários, pois há diversas configurações de vídeo, seja por software ou hardware, é recomendado produzir o layout do site determinando as dimensões em porcentagem e não em medidas, pois isto permite que o site se adapte a qualquer configuração do usuário.

Por fim, para verificar se os diversos elementos do site serão os mesmos ou semelhantes para todos os usuários, o ideal é testá-lo em diversos sistemas operacionais, assim como diversos browsers, monitores, resoluções etc.

Notas:

[1] Fragmentos de softwares que permitem a execução de recursos específicos em outros programas.

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